Blog Papo de Amiga

O acaso o trouxe para mim quando eu vagava pela vida sem expectativa de dias melhores. A monotonia havia tomado conta do meu ser e nem mesmo as manhãs chuvosas, que costumavam me deixar feliz, conseguiam me arrancar sorrisos.

Mas naquele verão, em meio ao calor, a pingos d’água que despencavam do céu e a vontade de fazer novas descobertas, o universo o colocou em meu caminho com seu sorriso arrebatador, sua pele bronzeada e seu olhar entorpecente.

Matheus chegou em minha vida e, em pouquíssimo tempo, me mostrou que não iria embora tão cedo. Em nosso primeiro toque, suas mãos mergulharam na minha pele com fervor, enquanto seus olhos expressavam o mais sincero desejo. Naquele instante, soube que estava apaixonada.

Sua presença se tornou essencial em meus dias, sendo a parte mais doce e sensível deles. Estar com ele era tão confortável, como voltar para casa depois de um banho de chuva gelado.

As mãos dele se encaixavam perfeitamente nas minhas e ele amava ligar as sardas do meu rosto e dar nomes de constelações a elas, e tudo aquilo fazia sentido para mim.

As estações do ano iam mudando e dentro delas, eu encontrava uma nova forma de viver feliz ao lado dele. A cada novo dia, surgia um novo eu ainda mais apaixonada por alguém que parecia ser único no mundo.

Todos ao nosso redor me diziam que éramos jovens demais para saber o que era o amor. Eu os respondia com certa arrogância que eles não sabiam sobre nossos encontros, nem escutavam nossas conversas pela madrugada ou presenciavam nossas trocas de “eu te amo”.

Eles não nunca saberiam, porque a melhor parte de nós acontecia no secreto, quando ele me chamava de minha princesa e sorria com doçura. E em meus pensamentos, me perguntava: há quanto tempo eu esperei para encontrar alguém como o Matheus?

O sol raiou novamente na estação mais quente do ano e trouxe com ele, junto ao calor, o fim de um ciclo vicioso. Tudo o que me restou foram falsas promessas, sonhos interrompidos e um sentimento de insuficiência.

Minha alma ficou marcada com seus beijos de forma que o tempo não apaga e outros amores não curam. O que me restou foram doces memórias de uma história que se rompeu sem uma explicação satisfatória. 


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